Cantei e dancei tanto, tanto... Até pulei e tudo, muito. A música pop eletrónica faz-me um bem à alma indescritível... Sou muito melhor quando danço, e bebo, e danço, livremente, sem me preocupar com os monos que ficam indiferentes à batida da música, que toma conta de mim, do meu corpo, e me leva quase ao delírio.
Abriu com One more chance, que não é um hit por aí além, mas que adoro e correspondi, tocou o Leaving, cantei alto, muito alto, I can still find some hope to believe in love, e aprendi que tenho muito mais controlo sobre a minha mente do que alguma vez imaginei...
O público foi uma merda, desculpe, mas foi, só se manifestou nas músicas conhecidas, o que seria normal, não fosse a batida tomar conta de nós. Quem vai a um show de PSB sabe ao que vai, beat, como é que vocês conseguem controlar os vossos corpos é que eu não sei, como conseguem não se deixar levar pela batida sublime do pop eletrónico? Enfim... Foram poucos os hits, Suburbia, West End girls, Always on my mind, Go west, Domino Dancing, It's a Sin, antes da qual o gajo disse: here we go, sentindo a mortandade do povo, juro, fiquei chocada, e acho que eles também..., à qual se seguiram todos os outros hits. Os não hits que se tocaram também foram bons, que foram, it's taken me all of my life to find you, we'll be together, now and forever, I don't care, baby, I'm not scared, I feel like taking all my clothes off, dancing to The Rite of Spring, and I wouldn't normally do this kind of thing... e as músicas novas são boas, dançáveis e muito, que é tudo o que importa.
Ainda sou do tempo em que um concerto era um concerto, não um espetáculo visual. Por isso, toda aquela performance não me comoveu, eu gosto é do som, é por isso que vou a concertos, e não a performances... Daí que, realmente, se se aposta na performance, então não se pode esperar que o povo se mexa e cante, mas que fique parado e a ver, que foi o que toda aquela gente fez o tempo quase todo, para além de filmar e fotografar, pra mostrar aos amigos no facebook o quanto curtiu. Curtiu merda nenhuma, na boa, só serve pra dizer que foi. Ahã, curtiu à sua maneira, 'tá bem.
Independentemente do espetáculo ter sido bom, claro que sim, os gajos são profissas até dizer chega, o que me importa é som, beat, som, que nunca, nunca faltou, apesar de em alguns momentos ter sentido que eles mediaram demais as músicas mais tranquilas, sempre dançáveis, claro, com as mais batidas. E, habituada ao púlico português, provavelmente o melhor do mundo, fiquei meio assim com o público local, o que, obviamente, não me impediu de curtir o espetáculo. Acho que dancei e cantei mais do que toda a gente junta. O saldo foi positivo até dizer chega.





