23.5.13

Pet Shop Boys? É nóis!

Cantei e dancei tanto, tanto... Até pulei e tudo, muito. A música pop eletrónica faz-me um bem à alma indescritível... Sou muito melhor quando danço, e bebo, e danço, livremente, sem me preocupar com os monos que ficam indiferentes à batida da música, que toma conta de mim, do meu corpo, e me leva quase ao delírio. 

Abriu com One more chance, que não é um hit por aí além, mas que adoro e correspondi, tocou o Leaving, cantei alto, muito alto, I can still find some hope to believe in love, e aprendi que tenho muito mais controlo sobre a minha mente do que alguma vez imaginei...

O público foi uma merda, desculpe, mas foi, só se manifestou nas músicas conhecidas, o que seria normal, não fosse a batida tomar conta de nós. Quem vai a um show de PSB sabe ao que vai, beat, como é que vocês conseguem controlar os vossos corpos é que eu não sei, como conseguem não se deixar levar pela batida sublime do pop eletrónico? Enfim... Foram poucos os hits, Suburbia, West End girls, Always on my mind, Go west, Domino Dancing, It's a Sin, antes da qual o gajo disse: here we go, sentindo a mortandade do povo, juro, fiquei chocada, e acho que eles também..., à qual se seguiram todos os outros hits. Os não hits que se tocaram também foram bons, que foram, it's taken me all of my life to find you, we'll be together, now and forever, I don't care, baby, I'm not scaredI feel like taking all my clothes off, dancing to The Rite of Spring, and I wouldn't normally do this kind of thing... e as músicas novas são boas, dançáveis e muito, que é tudo o que importa. 

Ainda sou do tempo em que um concerto era um concerto, não um espetáculo visual. Por isso, toda aquela performance não me comoveu, eu gosto é do som, é por isso que vou a concertos, e não a performances... Daí que, realmente, se se aposta na performance, então não se pode esperar que o povo se mexa e cante, mas que fique parado e a ver, que foi o que toda aquela gente fez o tempo quase todo, para além de filmar e fotografar, pra mostrar aos amigos no facebook o quanto curtiu. Curtiu merda nenhuma, na boa, só serve pra dizer que foi. Ahã, curtiu à sua maneira, 'tá bem. 

Independentemente do espetáculo ter sido bom, claro que sim, os gajos são profissas até dizer chega, o que me importa é som, beat, som, que nunca, nunca faltou, apesar de em alguns momentos ter sentido que eles mediaram demais as músicas mais tranquilas, sempre dançáveis, claro, com as mais batidas. E, habituada ao púlico português, provavelmente o melhor do mundo, fiquei meio assim com o público local, o que, obviamente, não me impediu de curtir o espetáculo. Acho que dancei e cantei mais do que toda a gente junta. O saldo foi positivo até dizer chega.

22.5.13

10 sinais de que se é demasiado dependente*

Há uma linha que separa contar com os seus amigos e parceiro e ser demasiado dependente. É fácil cair na armadilha de depender de outras pessoas pra tudo, mas não é uma forma saudável de viver. Aqui ficam dez sinais de dependência em demasia:

1. Consulta os amigos antes de sair com alguém: se nunca sonhou em sair com alguém sem que os seus amigos tenham dado o aval, então é demasiado dependente. É ótimo ter um parceiro de quem os nossos amigos gostam e com quem se dão bem, mas é demais se precisa da aprovação deles antes de considerar sair com alguém. Se evita sair com alguém por achar que os seus amigos não aprovariam, pode andar a perder alguns relacionamentos que poderiam ser ótimos.

2. Fala com toda a gente antes de tomar uma decisão: precisa de consultar amigos, família, parceiro antes de fazer qualquer coisa? Desde que filme ver, a que empregos se candidatar ou pedir conselhos em relação ao seu relacionamento? Se não consegue tomar as suas próprias decisões sem o parecer de toda a gente, é demasiado dependente.

3. Vê o que toda a gente está a fazer antes de decidir: se tem medo de se comprometer com alguma coisa sem antes saber o que todos os outros vão fazer, cai na armadilha de ser demasiado dependente. Não deve basear as suas decisões no que os outros escolhem. Escolha o que gosta e foque no que lhe serve.

4. Recusa as coisas se não as consegue fazer sozinho: alguma vez recusou alguma coisa por não ter as habilidades ou recursos para o fazer? Se deixa que as oportunidades passem sem tentar achar uma forma de as agarrar, precisa de trabalhar a independência e a resolução criativa de problemas, por si mesmo. Aprenda a fazer as coisas por si e ache a sua forma, se não souber fazer alguma coisa.

5. Evita fazer coisas que exigem que esteja sozinho: precisa de ter sempre alguém consigo o tempo todo? Se evita fazer coisas por não ter ninguém com quem as fazer, é demasiado dependente. Inscreva-se numa aula ou faça qualquer coisa, mesmo que seja sozinho. Não deixe que as oportunidades passem por si só por não ter alguém que o leve pela mão.

6. Admira pessoas independentes: não é um sinal concreto de que se é demasiado dependente, mas pode dar-lhe uma pista sobre o tipo de pessoa que quer ser. Olha para outras pessoas que são independentes e fazem as coisas sozinhas e queria ser mais como elas? Se reverencia pessoas independentes, está na hora de começar a dar os passos para se tornar numa delas.

7. Pede ajuda para resolver todos os problemas: é ótimo ter gente com quem podemos contar, quando temos um problema, mas se não consegue resolver uma coisa mínima sem os seus amigos ou parceiro, é demasiado dependente. Deve ser capaz de escolher o sabor do gelado ou a forma como vai passar a noite, sem ter de envolver toda a gente. Quando se acostuma a pedir opiniões, passa a deixar de tentar tomar as suas próprias decisões, tornou-se demasiado dependente.

8. Pede ajuda antes de tentar fazer sozinho: um sinal de dependência em demasia é quando nem sequer tenta entender as coisas por si, antes de perguntar a alguém. É tão fácil habituar-se a que outras pessoas entendam as coisas por si, que nem sequer tenta usar os seus próprios recursos. Parte pode ser preguiça, mas pode ser dar-se o caso de depender demais dos outros.

9. Precisa de estar com gente o tempo todo: se odeia estar sozinho e precisa constantemente de ter gente à sua volta, pode ser um sinal de extrema dependência. Deveria ter algum tempo para si e não confiar nos outros para lhe proporcionarem entretenimento ou companhia.

10. Fica ressentido quando os seus amigos ou parceiro fazem alguma coisa sem si: fica furioso ou magoado quando os seus amigos fazem alguma coisa que não o envolva? Sente necessidade de ser incluído em todos os plano que façam? Pode não entender por que eles querem fazer alguma coisa sem si, e isto é um sinal de dependência em demasia. Toda a gente precisa do seu espaço e esperar ser incluído o tempo todo não é realista.
*Via (tradução minha)

Dia do abraço

O abraço tem poder, o abraço pacifica, o abraço aproxima, o abraço ampara, cuida, o abraço diz o que as palavras não conseguem pronunciar, o abraço fala de amor, de carinho, o abraço diz-nos, tão simplesmente, vai ficar tudo bem. Quem nunca recebeu um abraço sentido não sabe o que é um abraço. Permitirmo-nos receber um abraço verdadeiro não é tão fácil quanto parece, porque não é do abraço de palmadas nas costas que falamos aqui. O abraço sentido, bom, verdadeiro, o abraço que não intimida, que não prende, que não sufoca, o abraço para o qual não são precisas palavras. O abraço cura a raiva, o abraço cura a agressividade, o abraço desmonta, destrói as muralhas que erguemos à nossa volta, o abraço é das coisas mais poderosas do universo. Dá um abraço?  

And the most amazing, at the same time*...

“The most painful thing is losing yourself in the process of loving someone too much, and forgetting that you are special too.” Ernest Hemingway 

O mais doloroso é perdermo-nos no processo de amarmos demais alguém, ao ponto de nos esquecermos que também somos especiais. 

*E o mais assombroso, ao mesmo tempo...

É o diabo...

Its funny how sometimes the people you’d take a bullet for are the ones behind the trigger.
Engraçado como às vezes as pessoas pelas quais levarias um tiro são as que estão por trás do gatilho.

O caminho do amor não tem volta


É preciso muita, mesmo muita coragem para amar, porque amar também é sofrer e não poder fazer grande coisa por quem sofre, não deixando de nos tocar também, de sofrermos junto. É preciso a maior coragem de todas para amar, amar o outro incondicionalmente, quando é estúpido, quando não nos liga nenhuma, quando não nos ama de volta, quando não valoriza o nosso amor, quando não o vê, não o considera, quando não o quer, o despreza e o ridiculariza, quando não se ama o suficiente para o ver nos olhos e nos gestos do outro. É preciso a maior coragem do mundo para amar, porque, quando amamos, não há razão que nos valha, não há coração que aguente o que o ego nos obriga a fazer, não há ego que aguente a pressão do coração para se deixar levar. É preciso a maior coragem de todas para amar, para assumirmos as nossas vulnerabilidades, para as confiarmos a alguém, para nos pormos na mão do outro, quando não podemos suportar sozinhos os pesos da vida. É preciso a maior coragem de todas para sobreviver, viver, amando. É preciso a maior coragem de todas para escolher o amor, e não o poder. É preciso a maior coragem de todas para amar, é preciso amar, é a única coisa por que vale a pena lutar, amor, que tudo cura, tudo melhora, tudo move, tudo resolve. Poderoso ao ponto de não se deixar demover, independentemente do estímulo externo. É preciso a maior coragem de todas para amar, para expressar afeto, para abraçar, para silenciar todas as vozes da nossa cabeça e amar, amar, amar. É por isso que beijinhos, abracinhos, afeto em geral, curam as dores das crianças e as dos adultos, da alma dos adultos... Chama-se vínculo, é isso que nos permite unirmo-nos a alguém, ou não...

Partidas que a nossa mente nos prega*

A ilusão do efeito verdade: baseamo-nos na veracidade ou falsidade das coisas, com base na frequência com que as ouvimos. Um bom exemplo é o do Obama, quando muita gente se convenceu que ele era muçulmano, apesar das evidências em contrário.

Bias Blind Spot: as pessoas acreditam que lidam com julgamentos e comportamentos melhor do que os outros.

Confabulação: muitas das nossas memórias podem não ser reais. O cérebro tende a tirar imagens de filmes ou da tv e a implantar esse efeito visual como memória pessoal, sobre o que aconteceu. Este processo de Confabulação também se aplica ao contrário, em que o cérebro pode construir uma memória falsa quando nos é sugerido.

L'esprit de l'Escalier: é o fenómeno que ocorre quando não conseguimos pensar numa resposta rápida, até ser tarde demais. O cérebro continua a processar a situação, enquanto vamos fazendo outras coisas, até termos aquele momento de inspiração, já na rua....

Atenção seletiva: a nossa mente está constantemente acelerada, a pensar em coisas diferentes, ao longo do dia, mas é realmente muito preguiçosa quando se trata de processar informação. O cérebro foca apenas nos detalhes mais importantes de uma situação e basicamente preenche os buracos com generalidades. Este processo de atenção seletiva facilita a nossa concentração numa tarefa, mas dificulta recordar uma memória aos mínimos detalhes. É por isso que a memória das pessoas em relação ao mesmo acontecimento consegue ser tão diferente. 

*Mais @qui (tradução minha)

21.5.13

Mamihlapinatapai (em yaghan, a língua da Terra do Fogo)

Esta palavra refere-se ao olhar entre duas pessoas, quando ambas desejam que a outra faça alguma coisa que ambas querem, mas nenhuma quer fazer. Acho isto digno, mas talvez um bocadinho difícil de pronunciar...

O Amor é isto


Vai com deus, que eu fico com ele.

Não me dês soluções, não me queiras ver melhor, mais animada, a sorrir, só porque te aflige ver gente triste, apática, confusa, sem vontade nem perspetiva. Se não aguentas, vai-te embora, deixa-me aqui, só quero chorar, ficar enroscada sobre mim mesma, fechar os olhos e tentar dormir. Nem sequer me importo de acordar com eles inchados de tanto chorar, tenho uns óculos escuros enormes, disfarçam imenso. Não tentes animar-me, contar-me piadas, fazer-me rir. Só quero poder ficar aqui, sentir o que tiver de sentir, chorar o que tiver de chorar, xingar o que tiver de xingar, matar o que tiver de matar. Queria matar o meu coração, mas ele já me avisou que não me vai deixar fazer uma coisa dessas, diz que me faz falta. E, acima de tudo, não pensar. Vou desligar o cérebro, só pra te avisar. Não quero falar, perceber, tentar, não quero fazer sentido, dar explicações, nada, nem que contes comigo pra nada, rigorosamente nada, não quero saber. Se quiseres fazer comida, podes fazer, faz o que quiseres, não me vou mexer daqui, pra nada, pra campainha, pro telefone, pra ninguém, quero que todo o mundo morra, que me deixem em paz, que não me chateiem, muito menos me digam o que tenho de fazer. Já disse, não quero soluções, sou perfeitamente capaz de as achar sozinha, só quero ficar aqui. Se me quiseres abraçar, também podes. Mas é só isso, deixas-me fechar os olhos e ficar imóvel, até adormecer. Depois podes ir-te embora, à tua vidinha. 

Hoje acordei puta

Dormi pouquíssimo, 'tou com uma dor de cabeça gigante da privação de sono, com um mau feitio absurdo e farta desta merda, qual merda, perguntam vocês, de tudo.

Queria saber dessas pessoas que querem mudar o governo qual é a alternativa que propõem? O PS? Não me façam rir... O PS não sabe angariar investimento, só sabe consumir, precisamos de gente que produza riqueza, não de gente que a gaste em jóias e viagens em executiva pra caçar elefantes no Quénia ou pra passar uns dias no Waldorf Astoria. Queria saber o que seria do mundo se todos fossemos empreendedores. Aproveito desde já para os mandar a todos pra real puta que os pariu, já não os posso ouvir e à conversa do mercado e do consumo, que já me mete nojo. Essa ditadura do mercado levou-nos onde nos levou, a merda de lugar nenhum, mas com muita coisa acumulada, que nem sequer nos serve, provavelmente nunca serviu. Temos a casa cheia de lixo, mas estamos de alma vazia. Também vos queria dizer que parassem de procurar soluções nos mesmos lugares, para problemas que foram criados nesses lugares, por esses lugares.

Também estou com fome e isso piora muito, tudo. Como se não fosse suficiente, sonhei com o outro e a família inteira dele, um sonho enorme, que nem o ladrar dos cães cortou. Acordei, fui ver quem era o filho dumaputa que me toca à campainha às 8 da manhã, tinha adormecido há uma hora, depois de uma insónia matadora, e dei ordens ao meu cérebro para continuar o sonho. Não me adiantou de grande coisa, não me lembro de porra nenhuma, não me é de grande serventia. É a segunda vez que isto acontece, decido pôr um fim a tudo e tu fazes-me uma visita durante a noite. E nem sequer é pra me dares uns amassos valentes. Não serves pra merda nenhuma. Tou puta, puta com tudo isto e mais alguma coisa que não me lembro.

Ah, lembrei-me, o Ray Manzarek morreu ontem, fiquei furiosa, há gente que não devia morrer nunca. Qualquer dia estamos votados a Justin Biebers da vida, gente que nem pêlos na barba tem, com cara de gaja, um híbrido, na verdade, que nem sequer canta, nem sequer compõe, mas que arrasta multidões, de gajas. Este mundo está perdido, feliz por ter nascido nos anos 70, sérião.

O show dos Pet Shop Boys é amanhã. De resto, só me apetece chorar. 

Mind the Gap

"Desire is the kind of thing that eats you and leaves you starving
O desejo é o tipo de coisa que te come e te deixa faminto

Que lindo, isto...




4 tipos de relação mãe-filha não saudáveis*

1. Amigas do peito: quando a mãe quer ser a melhor amiga da filha. A relação é normalmente calorosa e de próximidade e a mãe orgulha-se de estar sempre lá para apoiar e aconselhar emocionalmente a filha. A comunicação é aberta, honesta e real e pode começar a ser ameaçadora, à medida que a filha cresce e pretende erguer fronteiras adequadas. Neste tipo de vínculo mãe e filha, as mães vivem indiretamente a vida das filhas e sentem dificuldades em se disciplinar adequadamente (por também estarem demasiado envolvidas na vida da filha).

2. Patrão e subordinado: é quando a mãe quer dominar e controlar a vida da filha em todas as áreas. Está constantemente a dar a sua opinião, a reivindicar e a exigir que a filha siga as suas regras, ou viva de acordo com as expetativas que a mãe criou para ela. É rígida, dura e pode não ser empática. Apesar da filha poder alinhar enquanto for jovem, ressente-se em silêncio e irá rebelar-se, alto e bom som ou de forma mais passiva. Pode sentir que tem de ser "perfeita", ter baixa auto-estima e medo da rejeição e do julgamento dos outros.

3. Rivais: é quando a mãe vê a filha como uma rival ou uma ameaça, competindo com ela o tempo todo. Assim, em vez de se verem como duas pessoas completamente separadas, e permitirem que ambas sejam elas mesmas, mãe e filha comparam-se constantemente para ver qual é mais magra, esperta, bonita ou melhor sucedida. Normalmente, fazem-no de forma divertida e o vínculo que estabelece é de compreensão e é forte. No entanto, pode levar a uma sensação de não ser vista, valorizada e aceite como é, incondicionalmente.

4. Papéis invertidos: é quando a mãe espera que a filha esteja lá para a apoiar e a sustentar. Não se preocupa minimamente com as necessidades da filha pois o seu foco é garantir que a filha a nutra. É claramente pouco saudável, pois a filha sente-se abandonada e cresce com a sensação de que foi negligenciada e usada. Enquanto criança, a filha aprende que tem de se sacrificar e pensar apenas nos outros e nas suas necessidades e preferências, o que pode levá-a a ser um capacho e a baixa auto-estima.
*Via (tradução minha)

Tipos de amigos tóxicos*

Em algum momento, todos passamos pela experiência de amizades tóxicas, com gente que simplesmente não é boa para nós. Livre-se de gente tóxica, identificando-os. Os amigos tóxicos podem vir sob muitas formas, aqui ficam alguns tipos mais comuns:

· Pessoas que o usam: se alguém o usa para melhorar a sua vida, ou para ganho pessoal, às suas custas, então trata-se de um amigo tóxico. Nenhum amigo verdadeiro o usaria para tentar ganhar alguma coisa. Os amigos tóxicos dão-lhe um chuto na bunda assim que conseguem o que querem, ou o mantêm por perto, se pensarem que podem fazê-lo mais uma vez, e mais uma.

· Pessoas que o diminuem para se sentirem bem: alguns tipos de amigos tóxicos precisam de o ver sofrer para se sentirem melhor. Podem insultá-lo ou divertirem-se a vê-lo lixar-se ou magoar-se, para se sentirem bem em relação a si mesmos. Claramente, não são amigos verdadeiros. Um amigo verdadeiro jamais o quer ver magoado e sentir-se-ia igualmente mal, quando as coisas são errado consigo.

· Pessoas que só querem ser amigos quando está lutando: algumas pessoas sentem-se realizadas com as desgraças dos outros e adoram aparecer para serem os heróis. Só querem ser seus amigos quando está em baixo, para que possam adotar a sua recuperação como projetinho particular. Não estão realmente interessados em si enquanto pessoa, apenas querem validar-se, ajudando-o durante a batalha. Vão largá-lo instantaneamente, assim que obtiver sucesso ou estiver feliz.

· Pessoas que só querem ser amigas na prosperidade: alguns amigos tóxicos só querem participar na alegria, quando as coisas correm bem. Querem ir comemorar quando é promovido, beber champanhe no seu casamento e ir junto, quando o seu tio convida a família toda para fazer uma viagem, mas fogem no minuto em que precisa de ajuda ou está na luta. Também conhecidos como "amigos na bonança", são pessoas a evitar. Arranje um amigo verdadeiro que queira ser parte da sua vida, nos bons e nos maus momentos.

· Amigos yo-yo: pessoas frias e calorosas que o enrolam o tempo todo. Nunca sabe em que pé está com eles ou se estará na sua lista de pessoas que amam ou odeiam, de um dia pro outro. Adoram o poder de o pôr a adivinhar e adoram saber que podem fazer do seu dia bom ou mão, dependendo da forma como o tratam.

· Amigos duas caras: este tipo de amigo tóxico será querido e gentil na sua frente, mas fala mal de si nas suas costas, assim que tem oportunidade. Os amigos duas caras parecem ótimos, por nunca lhe vermos o lado negro. Pode nunca perceber que têm duas caras até os apanhar a falar mal de si nas suas costas.

· Pessoas que o traem: são pessoas que revelam segredos que lhes confiou ou tentam enganá-lo em relação a algo por que esteja a lutar, ou irão tentar roubar-lhe o namorado. Pessoas que o traem, seja de que forma for, não são seus amigos.

· Pessoas que mentem: se alguém não consegue ser honesto consigo, não é um amigo verdadeiro. Alguém que precisa de mentir por qualquer razão é um amigo tóxico. As mentiras podem ser menores ou maiores não importa, se não pode confiar neles, são tóxicos.

· Pessoas que o deixam de lado quando algo melhor aparece: algumas pessoas podem ser o seu maior companheiro, até aparecer alguém ou alguma coisa melhor. Atente para pessoas que querem ser o seu melhor amigo num minuto e se desfazem de si quando alguma coisa melhor aparece. Um amigo verdadeiro quer que o acompanhe.
*Via

20.5.13

Ray Manzarek Lives Forever

1939-2013

A associação de psiquiatria americana e o DSM-5

Na semana passada, saiu um artigo da American Psychiatric Association (Associação Americana de Psiquiatria – APA) sobre a nova edição do que é chamada de “Bíblia da Psiquiatria”: o DSM-5. Esta semana, a Eliane Brum insurge-se um bocadinho contra o artigo, e com alguma razão, quando sugere uma eventual parceria entre psiquiatras e laboratórios farmacêuticos. Também se insurge contra a pretensão da psiquiatria em definir o que é gente normal e gente doente mental, com base em prazos e limites admissíveis ao fim dos quais teríamos de parar com determinados comportamentos, sob pena de nos ser diagnosticada uma doença mental qualquer, com o que concordo em absoluto.

Eu, que sou absoluta defensora da psicologia analítica, precisamente por não ser fatalista, e absolutamente contra a prescrição de medicamentos, a não ser que a pessoa não se consiga levantar da cama pra nada, e só enquanto isso durar, e jamais, jamais sem acompanhamento psicológico, também tenho muita vontade de cascar forte e feio na associação americana de psiquiatria, por, de alguma forma, trair os preceitos da psicologia, ajudar a descobrir o que nos leva a adotarmos comportamentos destrutivos. 

O que me chateia é que haja uma suposta bíblia e a possibilidade dos seus preceitos serem adotados cegamente no mundo inteiro, poupando-nos todos a grandes esforços, é tomar um remédio e já está. Também me chateia um bocado o facilitismo, a pessoa tem um problema mental e pronto, desconsiderando-se humores, fases, chatices da vida, sono, falta de um sentido de orientação, a tristeza, é normal estar triste, a melancolia, faz parte da vida, a apatia, idem, etc. Já para não falar do que registámos lá atrás, na infância, como sendo normal, e que talvez influencie e muito o tipo de pessoas com quem escolhemos relacionar-nos, o tipo de comportamentos que adotamos.     

Cá a mim faz-me muita confusão que gente que estudou e dedica a vida a curar cabeças, proponha que tomemos comprimidos para conseguirmos viver. O que a psicologia advoga é a cura pela remoção do trauma, é o auto-conhecimento, por forma a nos entendermos. A psicologia não exige qualquer padrão de normalidade, ajuda-nos, isso sim, a aprendermos a viver connosco, sejamos como formos.  E a preparar-nos para encararmos o mundo lá fora e sobrevivermos. O que a medicação não faz é exatamente isso, dar-nos ferramentas para conseguirmos viver e conviver em sociedade, sem nos mutilarmos e ao nosso eventual excesso de qualquer coisa. E, pior do que isso, muito pior, sem nos resolver o problema: o que está por detrás do TOC, da TDAH, e por aí fora. É isso que vai impedir que o comportamento se repita, não os comprimidos. Esses, como em tudo, só mascaram o problema, só disfarçam, não vão à raiz da questão, que é precisamente onde o problema se resolve. 

A mim o que me chateia é que definam quem sou através de uma série de comportamentos catalogados, sem sequer me darem a mínima hipótese de querer ser outra coisa, me podarem as capacidades infinitas que tenho, eu e toda a gente, inclusive de achar a cura para os meus males dentro de mim, sem ajuda de químicos. O fatalismo, o fatalismo é que dá cabo de mim. E isto custa-me muito quando falamos de crianças, o rótulo que se cola a um miúdo que não para quieto e que o vai perseguir o resto da vida. Como se não tivesse a vida inteira pela frente para poder mudar se acaso sentisse essa necessidade, como se não fizesse parte do feitio de algumas pessoas serem mais inquietas do que outras. Como se fosse normal querer que um bando de crianças fique quietinha e sossegadinha o tempo todo. Se não fica, dá-lhe um remédio que isso passa. 

Já para não falar na dispersão que pode haver e na falta de atenção dada a pessoas que têm, realmente, distúrbios mentais muito sérios e que não vivem, mesmo, sem comprimidos, facto para ao qual a Eliane Brum também alerta no seu artigo.

A mim o que me chateia é esta tentativa absurda de controlo de massas, todos comportadinhos, todos iguais e a tomar remédios, a ver se não damos muito trabalho. Como se alguém nesta vida e neste mundo fosse (mais) fácil, ou melhor... 

A possibilidade é o que nos mantém vivos e esperançosos

Quando nos tentam(os) convencer a tomar uma atitude em relação a alguma coisa, usam(os) frequentemente o argumento: o não já tem(os). É falso, se não fizermos nada, não arriscarmos,  não nos chegarmos à frente, resta-nos a possibilidade. Se fizermos e for recusado aí sim temos o não definitivo. Na pratica, objetivamente, ficamos sem nada na mesma, mas até ouvir o não, até lá, a possibilidade permanece e isso faz toda, absolutamente toda a diferença... Enquanto não estivermos emocionalmente preparados para qualquer coisa, não acreditarmos o suficiente em qualquer coisa que nos leve a insistir e a insistir, até dar certo. Ou para aceitar o não como uma coisa não necessariamente pessoal...

Impede-nos de partirmos pra outra, lógico, mas é o nosso estado emocional que precisa de tempo para se recompor, e eventualmente reconhecer a nova oportunidade, como sendo mais ou menos adequada a nós. 

É o tipo de pessoa que se vitimiza?*

As questões seguintes vão ajudá-lo a determinar se é o tipo de pessoa que se torna numa vítima.

1. Tende a ficar calado nos relacionamentos em vez de pedir o que quer, com confiança?
2. Sente-se inadequado e só se sente valorizado se for parte de um casal?
3. Alguém o fez isolar-se dos seus amigos, no passado?
4. É demasiado people pleaser?
5. Quer e precisa desesperadamente de ser amado?
6. Enterra e suprime a sua raiva e ressentimento?
7. Acha difícil dizer não aos outros e definir e manter fronteiras saudáveis?
8. Descrever-se-ia como sendo responsável demais?
9. Luta com sentimentos de falsa culpa e vergonha?
10. Quer desesperadamente ser notado e afirmado?
11. Perde a sua unicidade nos relacionamentos com os outros?
12. Acha difícil discordar dos outros?
13. É o tipo de pessoa que cuida dos outros mas não cuida realmente de si?
14. Dá mais do que o outro em relacionamentos estreitos?
15. Está sempre a pedir desculpa; tende a assumir que tudo o que é "mau" é culpa sua?
16. É um crédulo; é facilmente levado pelos outros?
17. Permite que outros o esmaguem e sufoquem a sua criatividade?
18. Tende a ignorar aquela voz interna chata e a acreditar cegamente que tudo dará certo?
19. No relacionamento: finge que quaisquer problemas "não são nada do outro mundo", evitando-os em vez de os encarar?
20. Tende a perdoar com facilidade?
*Via (tradução minha)

Fases de uma separação*

Não há dúvidas que o processo de uma separação é muito duro. Pode sinalizar a perda de alguém muito importante na nossa vida e normalmente leva um tempo até conseguirmos recuperar completamente. Aqui ficam as principais fazes de uma separação:

· Choque: mesmo que tenha sido você a iniciar o processo de rompimento e tenha vindo a pensar nisso por algum tempo, a separação é sempre um choque. Está habituado a passar todo o tempo junto e a contar tudo e agora não pode. Independentemente de quem tenha iniciado o processo, tem de haver um choque inicial, à medida que nos acostumamos a que o outro já não esteja na nossa vida.

· Tristeza/perda: à medida que se adapta ao facto de o outro já não fazer parte da sua vida, é comum sentir uma tristeza profunda ou uma sensação de perda. Vocês está a fazer o luto de alguém que foi uma parte muito grande da sua vida e agora se foi. Esta é uma fase difícil e cheia de dor e tristeza.

· Culpa: nesta fase, já não está triste o tempo todo e começa a refletir sobre os motivos pelos quais não deu certo. Identifica os principais motivos pelos quais a relação decaiu e atribui a culpa a si ou ao seu parceiro. Ajuda a tomar consciência do que deu errado, quando podemos culpar alguém.

· Raiva: nesta fase percebe o quanto pôs no relacionamento e fica furioso. A raiva pode ser direcionada para o seu parceiro, se sente que não foi bem tratada, ou para si, se sente que desperdiçou o seu tempo ou energia no relacionamento.

· Vingança: as pessoas passam normalmente do estado da raiva para o de sede de vingança. De certa forma, esta fase é a continuação da fase da raiva, porque muitos dos sentimentos por detrás da vingança são os mesmos. Pode querer fazer ciúmes ao seu parceiro ou fazê-lo ver o que está a perder. Ou, se ele a magoou, quer que sofra o mesmo. Nem sempre levamos a vingança a cabo, mas pensar nisso é uma forma de nos ajudar a lidar com a separação.

· Fecho: assim que nos conseguimos libertar da raiva, conseguimos acalmar-nos e começamos a aceitar que o relacionamento acabou. Às vezes precisamos de algo específico para conseguir fechar, como por exemplo: falar com o nosso ex sobre um assunto não resolvido. Outras vezes, passa com o tempo. (não estou tão certa desta última, o tempo não resolve nada, só tira a questão ou a pessoa do foco da nossa atenção, substituindo-a por outra coisa ou pessoa). 
*Via (tradução minha)

Como lidar com o ciúme?*

Quase toda a gente lida com o ciúme num relacionamento, em algum momento da vida, mas aprender a lidar com ele é um passo importante que muita gente nunca dá. É impressionante  o quão relaxante uma relação se pode tornar, quando se permite trabalhar esta emoção. Use estas dicas e livre-se do ciúme em três tempos.

Encare
O primeiro passo é avaliar-se e descobrir por que tem essa sensação. A maioria dos ciumentos tendem a achar que não há nada de errado com o seu comportamento e, ao invés, criticam os seus parceiros. Preste atenção ao seu próprio comportamento e pense no que aconteceu no seu passado. Aqui ficam alguns motivos comuns pelos quais pode sentir ciúmes: você trai, por isso espera que os outros ajam da mesma forma. Teve uma má experiência no passado. É inseguro. É um pessimista.

Expresse
Tal como em qualquer outra situação num relacionamento, a solução mais fácil é falar sobre isso. Não há ferramenta melhor num relacionamento do que boa comunicação, então, tente falar com o seu parceiro sobre os seus ciúmes. Diga ao seu parceiro o quanto gosta dele e tente arranjar uma solução com ele. Se o relacionamento for bom, esta conversa só vai fortalecer o vínculo que vos une. Caso contrário, é porque provavelmente não iria resultar a longo prazo.

Apresente todos os seus amigos
Mesmo que duvide que o seu parceiro trai, é possível ter ciúmes do tempo em que passa com outras pessoas. Para evitar isto, ambos devem apresentar os amigos de cada um ao outro. Quando conhece pessoalmente toda a gente com quem o seu parceiro se relaciona, os cenários que o ciúme cria na nossa cabeça, normalmente muito doidos e disparatados, ficam mais suaves. Também deve reduzir o medo da traição, por não haver segredos entre vocês.

Aprenda a confiar
Confiar é crucial num bom relacionamento e confiança suficiente irá anular o ciúme. Lentamente, permita ao seu parceiro ter mais liberdade sem lhe perguntar todos os detalhes. Após um tempo, a maioria das pequenas coisas que costumavam irritá-la, nem lhe passarão pela cabeça. Tudo bem em ser um pouquinho possessivo, para mostar que gosta dele, mas ser capaz de se distanciar e confiar que ele vai ser fiel é extremamente importante.

Melhore-se
Se está sempre preocupada que alguém lhe roube o seu querido, provavelmente é por ser insegura em relação a si. Esforce-se mais para melhorar, fazendo o que se segue, entre outras coisas: ser mais romântico, fazer exercício físico, melhorar ou cuidar mais do físico. Ao fazer um esforço concreto para impressionar o seu parceiro, sentir-se-á mais confiante em relação a si e ao estado do seu relacionamento.

Vire o jogo
Uma pessoa ciumenta tem dificuldades em explicar as suas emoções sem ficar chateada, então o melhor método é dar a volta à situação. Se é normalmente o tipo ciumento, peça a um amigo do sexo oposto para flirtar consigo em frente ao seu parceiro. Isto vai permitir ao seu parceiro perceber melhor como se sente, caso não consiga expressá-lo de outra forma. Tenha em atenção que este método pode causar algum conflito, use-o apenas se a comunicação falhar.

Lisonja
Por fim, você deve aprender a ficar lisonjeada se as pessoas se atraem pelo seu parceiro. Se as pessoas se chegam ao seu parceiro num bar (e ele as rejeita) leve isso como elogio. É você quem vai para casa com a pessoa que atraiu tanta gente. Vá-se embora, no fim da noite, com a atitude de quem manda!
*Via (tradução minha)

19.5.13

Fónix...

Limites saudáveis e não saudáveis no relacionamento

As comparações seguintes sublinham a diferença entre fronteiras saudáveis e não saudáveis.
Saudável: Ser você mesmo.
Não Saudável: sentir-se incompleto sem o outro.

Saudável: Aceitar a responsabilidade pela própria felicidade.
Não Saudável: Confiar nos outros (principalmente no seu parceiro) a sua felicidade.

Saudável: ser capaz de equilibrar estar separada e junta.
Não Saudável: Querer ficar junto demais ou de menos.

Saudável: Ter amigos significativos fora do relacionamento.
Não Saudável: ser incapaz de construir e manter amizades próximas com os outros.

Saudável: Ser capaz de ver e focar nos pontos bons de ambos.
Não Saudável: focar sempre nos defeitos e piores qualidades dele.

Saudável: intimidade sem uso de alteradores de consciência.
Não Saudável: usar alteradores de consciência para reduzir as inibições e atingir uma falsa sensação de intimidade.

Saudável: Comunicar de forma aberta e real.
Não Saudável: Jogar, manipular, não estar disposto a ouvir sem ficar defensivo.

Saudável: ser leal e comprometido com o parceiro.
Não Saudável: Provocar ciúme e ficar viciado na relação, não estar comprometido com o parceiro.

Saudável: Respeitar e aceitar as coisas em que são diferentes.
Não Saudável: culpar e criticar o seu parceiro por ter traços e qualidades diferentes dos seus.

Saudável: ser aberto e perguntar pelo que quer, de forma clara e sem ambiguidade.
Não Saudável: ser incapaz de pedir o que quer.

Saudável: Aceitar transições e fins.
Não Saudável: ser incapaz de mudar, largar e seguir em fremte.
*Via (tradução minha)

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